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Uma Espécie de Casal

Um casal em part-time, pouco convencional pela pancada que tem. Gostam de falar de cenas da vida deles e da vida dos outros.

Uma Espécie de Casal

Um casal em part-time, pouco convencional pela pancada que tem. Gostam de falar de cenas da vida deles e da vida dos outros.

31
Ago18

Independência e Responsabilidade... como é mesmo o nome agora?!

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Desde miúda que os meus pais me ensinaram a desenrascar-me sozinha (mais a minha mãe, porque os homens também precisam de um empurrãozinho, às vezes!)

Aos 17 anos estava na Faculdade, a viver sozinha pela primeira vez e então não tinha outra opção. Se queria comer, vestir roupa lavada e afins, tinha de pôr a mão na massa. E assim foi!

Antes disso, quando ainda estava na Primária, ia a pé para a escola a cerca de 2km. Umas vezes sozinha, outras com os amiguinhos da minha terra. Sei que o caminho não era longo, mas naquela altura pareceu-me corajoso e fez-me sempre sentir mais adulta. Mas ficava extremamente contente quando a minha mãe me trocava as voltas e  aparecia ao fim do dia na escola para me apanhar ou num dia qualquer de manhã para me levar. Os anos passaram, fui para a escola "dos grandes" e aí já ia de autocarro (uau, que crescida), mas o sentimento em relação a esse mimo da minha mãe era o mesmo. Nunca vai mudar, seja em que circunstância for. 

Assuntos mais importantes, de papelada da escola, bolsa de estudo, consultas e outras coisas que tais, também sempre me habituaram a ir tratar. 

Em miúda fiquei a cargo da minha avó. Não andei num Jardim de Infância e isso nunca me tornou menos capaz. Tive essa sorte, é verdade. Quando ela tinha de sair, muitas vezes ficava na cama ou, se já estivesse acordada, sabia que não podia mexer nas tomadas nem nos medicamentos dela. 

Acho que fui uma criança/adolescente sempre ponderada q.b.; pensava nas consequências dos meus atos e, muitas vezes, o medo do que a minha mãe pudesse vir a sentir era o meu maior "travão". No entanto, fiz asneiras, discuti, falei mal, tudo a que tinha direito e até onde era permitido, até levar um estalo bem dado.

Hoje os miúdos nem podem ir aos pão sozinhos, não sabem fazer a cama... Não conseguem tomar conta do "recado" de crescer. Os tablets e telemóveis são mais interessantes do que perder tempo a contar como correu o dia na escola e esquecem-se que não são estes objetos que lhes mostram a o que quer que seja.

Têm de cair e ralar o joelho. Têm de ter o quarto nojento o suficiente para perceberem que é preciso limpá-lo. Não é a mãe/pai que tem de o fazer. 

Têm de saber pôr o dinheiro que recebem dos anos no mealheiro, porque há muitos pais que esticam o deles para chegar ao fim do mês. Têm de usar roupa barata e viver bem com isso.

 

Isto a propósito de uma conversa de almoço: "Não estraguem os garotos desde pequeninos." De pequenino é que se torce o pepino. 

Que nome se dá à independência e à responsabilidade hoje em dia?

"Ah, que parva que eu sou"! (Deolinda) 

 

 

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